23/10/2018

Adaptação do mangá ‘Alita’ ganha 1° trailer ‘sem sangue, só fluidos’

Por Felipe Branco Cruz
Publicado originalmente no UOL em 08/12/2017

Há pelo menos 17 anos os fãs de “Alita” aguardam pela adaptação cinematográfica do mangá, desde quando James Cameron anunciou, em 2000, que iria levar a célebre história de cyberpunk para as telonas.

Nesta sexta-feira (8), o produtor Jon Landau, parceiro de longa data do cineasta, e o diretor Robert Rodriguez (de “Sin City”, “Machete” e “Um Drink no Inferno”) conversaram com os fãs em um painel especial sobre o filme, no auditório Cinemark da CCXP, evento de cultura pop que acontece até domingo em São Paulo.

“Eu estava conversando sobre o ‘Alita’ com James Cameron dez anos atrás. Ele me falou que o filme estava atrasado por causa de ‘Avatar’, filme em que ele talvez trabalhasse pelo resto da carreira. Eu fiquei em pânico. Sou fã de Alita”, disse Robert Rodriguez, antes de apresentar o primeiro trailer ido filme, que ganhou o título no Brasil de “Alita: Anjo de Combate”. “James Cameron me disse que estava quase finalizando o roteiro e que se eu o concluísse, eu poderia dirigi-lo”.

Jon Landau destacou que o filme só demorou tanto tempo para ficar pronto porque não existia a tecnologia suficiente para produzir os efeitos especiais. “Esperamos para fazer da maneira correta”, afirmou. “É bom lembrar que ciborgue é um humano com corpo de máquina. Diferente de um robô, que é todo uma máquina. E Alita é sobre uma ciborgue”, disse Landau.

“Robert Rodriguez não deixou faltar nada no roteiro. Ele finalizou e deixou completo. Perfeito”, disse o produtor. “O enredo conta a história de Alita, uma ciborgue que acorda em um mundo sem saber quem ela é. O filme é sobre uma jornada de descobrimento”.

Sem sangue, só fluídos

Rodriguez, que é conhecido por inserir uma cena de briga de bar em todos os seus trabalhos, revelou que neste também haverá uma briga, só que entre dois ciborgues. Outra característica de Rodriguez é o fato de seus filmes terem muito sangue, algo impossível em um ciborgue. “Mas eles têm fluido”, brincou o diretor. “Os ciborgues têm limitações e fraquezas, não são indestrutíveis”.

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