14/11/2018

Enfim, um escritor sem estilo

Morreu hoje um dos grandes jornalistas e humoristas brasileiros, Millor Fernandes. Em homenagem a ele, publico abaixo um soneto escrito por ele em 1945, na Revista O Cruzeiro. Quando eu ainda estudava jornalismo, gostava de recitar esse poema, que não quer dizer absolutamente nada, mas é muito sonoro!

Penicilina puma de casapopéia
Que vais peniça cataramascuma
Se parte carmo tu que esperepéia
Já crima volta pinda cataruma.

Estando instinto catalomascoso
sem ter mavorte fide lastimina
és todavia piso de horroroso
e eu reclamo – Pina! Pina! Pina!

Casa por fim, morre peridimaco
martume ezole, ezole martumar
que tua para enfim é mesmo um taco.

e se rabela capa de casar
estrumenente siba postguerra
enfim irá, enfim irá pra serra.

Fonte: http://www2.uol.com.br/millor/aberto/poemas/001.htm

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