21/09/2018

‘Meu trabalho era arranjar drogas para o Jimi Hendrix’, diz Lemmy em livro

Por Felipe Branco Cruz
Publicado originalmente no UOL em 29/12/2015

Ian Fraiser “Lemmy” Kilmister, vocalista do Motörhead, que morreu nesta segunda-feira (28) aos 70 anos, passou por esta vida como um legítimo rockstar, regado a cigarro, álcool, sexo e drogas.

A combinação explosiva rendeu ao artista histórias que beiram o inacreditável. Parte delas foi reunida no livro “Barulho Infernal – A História Definitiva do Heavy Metal”, lançado neste ano pela editora Conrad.

Lemmy sabia bem como um show de metal deveria ser percebido para os fãs. Em um trecho do livro ele explica. “Os fãs querem um ser que venha de um planeta que jamais terão a chance de visitar, que emocione a todos e depois desapareça”, contou. “Shows de rock bons de verdade são assim. Alienígenas de outros planetas chegam, causam um impacto forte como um soco na cara e rapidamente desaparecem!”.

Embora o guitarrista Andreas Kisser, do Sepultura, tenha dito em entrevista ao UOLque Lemmy era maior que Jimi Hendrix, por diversas vezes, o próprio Lemmy prestou reverência a Hendrix. “Nunca veremos um guitarrista melhor do que ele [Hendrix], nunca. Van Halen e todo o resto nem chegam perto. O cara dava um mortal duplo e voltava tocando. Aprendi muito sobre performance quando trabalhei como roadie para Hendrix. Foi quando aprendi a trabalhar sob efeitos de cinco doses de ácido. Ele oferecia como se fosse bala, e eu costumava ir atrás disso para ele. Era parte do meu trabalho – arranjar drogas para o Jimi”, lembrou.

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Sobre drogas, aliás, Lemmy sempre teve uma postura aberta, elas só não poderiam prejudicar o show. “Minha visão sobre drogas sempre foi que você pode fazer o que quiser no palco ou fora dele, exceto usar heroína. Definitivamente, não estrague o show. Quando der a hora, você tem de dar as caras e fazer o que esperam de você. É a única regra que tenho”.

Outro pilar sacrossanto de Lemmy era o sexo. “A música é importante também. Mas o negócio gira em torno da mulherada. Seduzi-las é o meu maior hobby. Não. Na verdade esse é a minha carreira. Eu estive com cinco atrizes pornô nos últimos anos. Parece glamouroso e sexy, mas elas são iguais a qualquer uma quando transam longe das câmeras. Além disso, eu não sou tão bom de cama como as mulheres com que normalmente transo, então suponho que isso equilibra as coisas”.

E “as coisas” ás vezes ocorriam em cima do palco. “Uma vez, uma menina simplesmente subiu no palco e fez sexo oral em mim. Eu estava cantando – bem, eu não podia parar, podia? Mas isso foi nos anos 1970, quando as mulheres eram mais propensas a fazer coisas desse tipo”.

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