18/07/2018

Motörhead cancela show no Monsters por problemas de saúde de Lemmy

Por Diego Assis, Felipe Branco Cruz, Leonardo Rodrigues e Marco de Castro
Publicado originalmente no UOL
 em 25/04/2015

Uma onda de tristeza e decepção pegou de surpresa a plateia do Monsters of Rock, em São Paulo, no fim da tarde deste sábado (25), quando um membro da produção subiu ao palco, por volta das 18h45, apenas cinco minutos antes do horário previsto para o início do show do Motörhead, e anunciou que o vocalista e baixista Lemmy Kilmister não poderia tocar por problemas de saúde. Houve até gente chorando entre o público. Segundo a organização, ele está com febre, problemas gástricos e muito fraco.

No lugar da atração, uma jam session reuniu os outros dois integrantes do Motörhead, Phil Campbell e Mikkey Dee, com três membros do Sepultura: Paulo Xisto, Andreas Kisser e Derrick Green.

Devido ao cancelamento do Motörhead, o show da banda Judas Priest, que se apresentaria na sequência, foi antecipado para as 20h30 e ganhou mais 30 minutos.

De acordo com a produção do evento, Lemmy, que se encontra com a banda em São Paulo desde a última quinta-feira, foi acometido esta manhã de um sério distúrbio gástrico, seguido de uma forte desidratação. Ele já foi submetido a exames e inicialmente medicado, mas por ordens médicas encontra-se impossibilitado de se apresentar.

O artesão Walter Magalhães, 47 anos, que estava na grade desde cedo, ficou decepcionado ao receber a notícia e acha que o show do Judas Priest deveria ser antecipado. “Esforço todo à toa. Agora vou dar uma espairecida. Nem vou ver essa jam”, disse ao UOL.

André Silvestre, 31, que assistiria a um show do Motörhead pela primeira vez, ainda não acreditava na notícia. “Não é possível. Vim para ver o Motörhead. Se os caras do Sepultura subirem no palco, eu viro as costas e vou embora.”

O arquiteto João Linden, 54, que corria para ver o show, também se mostrou decepcionado. “É sério? Putz. Eu já imaginava algo assim. Lemmy disse que já poderia morrer mesmo. Vou lá ver essa jam”, disse. E acrescentou, indignado: “É um desrespeito”.

“Tô puto. Com certeza os caras [da produção] já sabiam fazia tempo e só falaram agora”, desabafou o engenheiro Marco Antônio Cândido, 43. Ele, no entanto, negou que fosse pedir o dinheiro de volta ou algo assim. “Agora que já estou aqui, vejo o Ozzy, né?”, disse mal-humorado.

Assim como o engenheiro, Caroline Caramel, 23, ficou brava e culpou a organização do evento pelo ocorrido. “Se eles já sabiam, tinham a obrigação de ter avisado o público bem antes, e não dez minutos antes do show.”

Entre os fãs, Marcelo Souza, 44, se mostrou compreensivo com a situação. Vindo de Belo Horizonte para assistir ao show do Motörhead, ele não ficou bravo e entendeu o imprevisto. “Às vezes, o artista quer tocar e o corpo não deixa. O Lemmy já é um senhor, tem que respeitar os limites”, explicou.

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