14/11/2018

Portunhol

Clique aqui para ler uma matéria que escrevi sobre o Portunhol

Já tinha lido no ano passado na Revista O Globo uma crônica escrita em Portuñol. Agora, pela primeira vez na história o jornal O Estado de S.Paulo publicou uma matéria inteiramente escrita neste novo “idioma”. Trata-se de uma “língua” falada na fronteira do Brasil com o Paraguai, Argentina e Uruguai. Alguns autores resolveram incorporar esse dialeto e passaram a escrever e publicar livros e artigos. O resultado tem sido bem interessante.

Para conhecer um pouco mais sobre esse “idioma” é legal visitar o blog desses caras, nos endereços abaixo:

Portunhol Selvagem – no Terra

Portunhol Selvagem – no Blogger

Portunhol – Na Wikipédia

Abaixo dois trechos de artigos escritos em Portunhol. Um publicado na Revista O Globo (Leia na íntegra aqui)…

Amor, sería capaz de explodirse conmigo? De la ventana del avión sobrevoando San Pablo rumo al aeropuerto te imagino pálida a me acenar de la ventana del mi apartamiento alla embajo. Entanto chego en casa y tu no estas. Estoy loco? Mira amor, que hermosa noticia: CASAL SE EXPLODE… Un homem y uma mujer se suicidaram juntos ao detonarem una bomba en um cuarto de hotel em Yunnan, sudeste de la China… la hipótese de la policía es que “los dos eran amantes e preferiram morir juntos a bibir separados”… Y tu te ríes… Por que te ríes, culpa de mi portuñol selvaje, amor?

…E outro artigo publicado no Estadão (Leia na íntegra aqui)

 – É do New York Times, corazón! Acorda!

– Hein? Estás loca, chica? A essa hora de la mañana só puede ser cobrança!

Increíble: nosso movimiento habia chegado al Grande Hermano Yankee! O portunhol selvagem, língua freestyle inbentada nas fronteras de Brasil con Paraguay y digitalizada pelo poeta Douglas Diegues, reformatada por escritores brasileiros e latino-americanos e até por atores como o mexicano Gael García Bernal e músicos como o gaúcho Wander Wildner, caiu nas orelhas do novo correspondente do NYT no Brasil. No mesmo mês, a língua del futuro é matéria da revista Piauí, do canal Multishow, y (perdón, Cervantes) da Rádio Exterior de Espanha… Pero como começou esto? Usted, caro leitor, conocerá em primera mano o marco zero del movimiento, em la primeira reportaje escrita em portunhol nos 133 años de Estadón. Foi em dezembro. Em Asunción, por supuesto.

2 Comentários

  1. Felipe,
    “Íntima canzón” não é crônica nem artigo, é um conto. “Hablando sério” não é tampouco artigo, é uma crônica de viagem e também uma reportagem.
    Tirando isso, valeo pela citação. Lembrando sempre que o papa do portunhol selbaje é o Douglas Diegues!
    abraz
    RB

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