20/11/2017

Sem errar uma nota, Chester cantou com Linkin Park no Brasil há dois meses

Rihanna tem razão ao afirmar que o vocalista do Linkin Park, Chester Bennington, era mesmo um “monstro vocal”. Nesta quinta-feira (20), o cantor de 41 anos foi encontrado morto em sua casa, em Los Angeles, e a notícia chocou os fãs no Brasil, que era um dos destinos que o grupo sempre fazia questão de incluir em suas turnês internacionais.

Há pouco mais de dois meses, o público brasileiro pôde testemunhar o talento do músico, quando o Linkin Park foi a principal atração do Festival Maximus, no dia 13 de maio, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. A banda foi a última atração da noite e subiu ao palco com a responsabilidade de empolgar também os fanáticos fãs do Slayer. Chester parecia estar feliz, não desafinou uma nota sequer, conversou bastante com a plateia e em vários momentos exibiu a bandeira do Brasil para o público.

Porém, como se quisesse provocar os metaleiros e provar que sabe cantar devagarinho, o Linkin Park fez questão de apresentar as faixas mais pesadas de seu repertório em ritmo lento, quase como uma balada romântica, seguindo a linha do novo álbum, “One More Light”, que seria lançado seis dias depois.

Sem deméritos às outras atrações principais da noite, como o Slayer, Prophets of Rage, Rob Zombie, Ghost, entre outros, foi o Linkin Park quem mais empolgou o público, sem se preocupar no fato de sua música soar mais como pop radiofônico e menos como metal.

No setlist, o Linkin Park apresentou “Battle Symphony”, “Good Goodbye”, “Taking To Myself”, “Numb”, “In The End” e “Crawling”, esta última em uma incomum versão lenta só em voz e piano, na qual Chester sem dificuldades atingiu as suas notas mais altas.

Ironias

Das ironias que cercam a morte do cantor, a banda Prophets of Rage foi também uma das atrações do Maximus. O grupo é formado por ex-integrantes do Audioslave, banda liderada por Chris Cornell, um dos melhores amigos de Chester.

Poucos dias depois, em 18 de maio, Cornell, foi encontrado morto. No dia seguinte, o Linkin Park lançou o novo disco. Chester sentiu a morte do amigo, tanto que cantou em seu velório a música “Hallelujah”, de Leonard Cohen.

Porém, de todas as ironias desta história, a pior é a data de hoje: Chester morreu no mesmo dia em que Cornell, se estivesse vivo, completaria 53 anos, e também quando o Linkin Park divulgou seu novo clipe, da música “Talking To Myself”.

Com a morte de Chester Bennington fica difícil imaginar como o Linkin Park seguirá em frente, já que sua voz característica era um dos pontos fortes do grupo, ao lado dos vocais mais alinhados ao rap de Mike Shinoda.

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