15/12/2017

Um ano para Paula Fernandes esquecer? ‘Saio de 2016 melhor do que entrei’

Por Felipe Branco Cruz
Publicado originalmente no UOL em 15/12/2016

O ano de 2016 não foi fácil em vários aspectos. E imagine para Paula Fernandes, que foi –na opinião dela– um dos alvos preferenciais dos sites de fofocas do país. “Eu ganhei o Grammy Latino de melhor álbum de música sertaneja e a notícia que saiu na imprensa foi sobre o meu pé não estar bronzeado na foto do tapete vermelho”, lembrou.

Em retrospectiva, 2016 foi mesmo um ano puxado para a artista. Na TV, ela virou notícia ao interromper uma apresentação no Faustão porque o violão estava desafinado. Nos palcos, foi criticada porque não cantou um trecho da música “Vivo Por Ella” no show de Andrea Bocelli. No lado pessoal, terminou o namoro de quatro anos. E no profissional, vários de seus shows foram cancelados por causa da crise.

Por outro lado, Paula levou o Grammy Latino, lançou o elogiado DVD “Amanhecer Ao Vivo”, foi escolhida a nova Rainha dos Caminhoneiros, além de ter contratado o personal stylist Eduardo Amarante. Depois dele, os figurinos da artista deixaram de ser notícia pelo mau gosto. “Estou só esperando inventarem outra coisa para me criticarem. Daqui a pouco vão dizer que eu estou usando muito cílios”, brincou. “Antes eu era mais desligada com moda. Agora, eu estou mais interessada nas tendências”.

Apesar dos percalços, a mineira de Sete Lagoas faz um balanço positivo do ano. “Tudo depende do nosso olhar para a vida. Não viemos nesse planeta de férias. Estamos aqui para evoluir e, por incrível que pareça, é na dificuldade que a gente aprende mais. O ano de 2016 foi de plantio e de muito trabalho. Foi um ano de maturidade na vida pessoal e de ajustes por causa da crise. Saio dele melhor do que entrei”.

Bem-humorada, Paula comentou sobre todas as dificuldades que enfrentou neste ano e garantiu que começará 2017 com o pé direito. “Meu comportamento foi impecável. Fui leal, dedicada e carinhosa com ele. Acho que entre erros e acertos, eu acertei mais. Eu fiz bem a minha parte, fui uma boa namorada”, afirmou.

UOL – O ano de 2016 foi puxado para você?

Paula Fernandes – Foi um ano de crise no mercado de shows e atingiu todos os artistas do meio. Vejo 2016 de forma positiva porque foi um ano de plantio pessoal. Lancei uma nova turnê e um DVD ao vivo e ganhei o Grammy Latino. Na vida pessoal, foi um ano de ajustes, já que todos crescemos com os problemas.

Por falar em Grammy Latino, você ganhou na categoria de melhor álbum sertanejo, mas as notícias que saíram só falavam que você não tomou sol no pé.

(Risos) É a valorização do fútil, né? Aquilo ali foi um reflexo da luz. O tom do meu pé está igual ao do meu braço. Como eu iria bronzear só as pernas no sol? Não tem sentido. As pessoas que criticaram nem viram a foto, leram o título e repetiram. Em uma outra premiação, do Emmy, disseram que eu estava com a maquiagem muito clara porque estouraram um flash no meu rosto. É sempre assim, já estou acostumada. O que importa é que eu ganhei o prêmio de melhor álbum.

Por outro lado, este ano pararam de criticar seu figurino. O que mudou?

Aguarde que logo vão inventar outra coisa para criticar na minha aparência. Vão dizer que eu estou usando cílios, você vai ver. O fato é que eu estou com um personal stylist novo, o Edu Amarante. Estou mais inteirada sobre a moda. Cortei meu cabelo. Fiz uma mudança de dentro para fora. Eu continuo vestindo o que eu gosto, mas estou curtindo conhecer as tendências. Antes eu era mais desligada. O importante é ser natural.

Por que alguns de seus shows foram cancelados neste ano?

Todos os artistas passaram por essa situação em 2016, mas só os meus cancelamentos ganharam essa publicidade toda. Na hora que o fã tem que escolher entre ver o show de seu artista favorito ou comprar a cesta básica da família, é lógico que ele vai escolher a cesta básica. Para mim, isso é natural. Em outros casos, o cancelamento partiu do próprio contratante, porque as estruturas dos shows são muito caras. Fizemos muitos shows corporativos. Minha música é eclética porque atinge desde a exposição agropecuária até o público corporativo. Não tenho do que reclamar.

Neste ano, você foi eleita a nova Rainha dos Caminhoneiros e disseram que você estava roubando o lugar da Sula Miranda. Ficou chateada?

Ninguém toma o lugar da Sula Miranda. Ela será eternamente a rainha dos caminhoneiros. Admiro demais o trabalho dela. Isso aí, foi outra dessas conversinhas. Alguém achou que dizer que eu estava ‘roubando o posto dela’ iria fazer algum barulho. Não tem nada disso. Eu me identifico com os caminhoneiros, vivo na estrada e passamos por perrengues semelhantes.

No Faustão, disseram que você soltou um xingamento quando percebeu que o violão estava desafinado por causa do ar-condicionado. O que aconteceu?

Muito calor e muito frio desafina o instrumento de verdade. Não falei palavrão e ainda que tivesse falado, quem nunca falou um palavrão? Se eu tivesse falado, me desculparia. Eu parei para afinar o violão porque não vou tocar com ele desafinado, preferiria cantar a capela, se fosse o caso. Sou amiga do Faustão. Depois do programa, ele me chamou para comer uma pizza na casa dele.

Talvez a maior polêmica deste ano envolvendo você tenha sido sua apresentação com o Andrea Bocelli com as pessoas dizendo que esqueceu a letra.

Foi outra coisa que ninguém entendeu. As informações saem lagartixa e chegam jacaré. A lição que eu aprendi foi: existe uma perseguição ao nome de Paula Fernandes. Eu cantei três músicas com ele e não esqueci a letra porque eu tinha uma colinha na minha frente. Eu não cantei aquele trecho porque eu não alcanço aquele timbre de voz. Eu disse para o maestro que aquilo lá era para a Sandy, que é soprana. Eu não sou. Me explicaram na noite anterior que uma cantora cantaria aquela parte. Na hora do show, me avisaram que ela não cantaria. Eu fiz apenas uma pergunta: ‘O Andrea sabe?’. E ele não sabia. Foi falta de comunicação. É muito fácil dizer que eu esqueci a letra, que eu errei ou que eu fiquei nervosa. Mas ninguém imaginou que poderia ter ocorrido uma falha de comunicação.

Você acha que o término do seu namoro de quatro anos foi algo positivo ou negativo em 2016?

Não foi negativo. Seria hipócrita da minha parte dizer que fiquei feliz com o fim, mas foram quatro anos e alguns meses muito bons. O balanço que eu faço do meu comportamento é que ele foi impecável. Fui leal, dedicada e carinhosa. Entre erros e acertos, eu acertei mais. Fui uma boa aluna e uma boa professora. Do lado de lá, não posso dizer, porque eu não sei. Sou uma boa namorada (risos).

E como você termina 2016?

Estou tranquila, super de boa. Não viemos nesse planeta de férias. Estamos aqui para evoluir e por incrível que pareça, é na dificuldade que a gente aprende mais. O ano de 2016 foi de plantio e de muito trabalho. Foi um ano de maturidade na vida pessoal e de ajustes por causa da crise. Saio dele melhor do que entrei.

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